13 de junho de 2012

Pois é - por Rogerio M.
Rogerio Miranda22:50 0 comentários


Caros leitores,
Vamos fazer algo diferente dessa vez?
Nessa postagem não será um poema, um conto, nem nada feito por mim. Essa postagem é dedicada a banda que há um tempinho atrás estava na minha frente, tocando exatamente essa música...

Espero que gostem

Carinhosamente,
Rogerio Miranda



                           
"Pois é"

Los Hermanos - 4

Pois é, não deu
Deixa assim como está sereno
Pois é de Deus
Tudo aquilo que não se pode ver
E ao amanhã a gente não diz
E ao coração que teima em bater
Avisa que é de se entregar o viver 

Pois é, até
Onde o destino não previu
Sem mais atrás vou até onde eu conseguir
Deixa o amanhã e a gente sorri
Que o coração já quer descansar
Clareia minha vida, amor no olhar.

22 de abril de 2012

Saudade
Rogerio Miranda21:25 2 comentários

Caros leitores,

Há tempos não nos comunicamos, não é mesmo? Após esse longo período de hiato, férias, ou seja lá o que foi., iniciamos mais uma fase de postagens.
Apresento a vocês um texto já antigo, "veio" até mim no dia 29 de maio de 2011, e lhes digo que este é uma espécie de braço do texto "O Trem", eles são complementares.
Espero que a leitura seja agradável e que nossos  "encontros" sejam mais constantes, um grande abraço e que venham mais postagens.

Grato pela atenção,
               
Rogerio Miranda - O Caminhante Solitário



Saudade






















O sol nunca esteve tão radiante,
Estávamos num belo jardim,
E isso me pareceu ser uma realidade amargamente distante.
O vento agitava seus cabelos,
Você sorriu pra mim
E então, como que
Por passe de mágica
Teu riso fez desaparecer todos os meus medos.

Meus olhos se perderam por tua face,
Nossos sonhos, conquistas, palavras, nossas frases...
Minhas lembranças fizeram mais chagas em meu coração
E você como sempre, em sintonia, percebeu e questionou minha distração

Tentei com minhas mãos segurar o tempo
Agarrá-lo à força e fazer de nosso reencontro
Uma espécie de sombra de um último capítulo,
Onde ambos não ficassem uma vez mais ao relento

O céu nos inundou com sua amarga e inóspita tristeza,
Mas nada nos importava,
E assim nos mantemos a contemplar;
Ignorarmos toda aquela singela frieza
Na qual o mundo nos abrigava
E ao seu modo nos abraçava.
Tínhamos um ao outro, de maneira que o resto pouco implicava.

O que será, e o que se faz com as almas avulsas?
E o que é feito daqueles que ainda são cativos?

Fúcsias derramaram de meu peito e inundaram os olhos
A tua trova aos poucos foi se dissipando,
E por castigo dos céus, estavam novamente nos afastando

O jardim de vida e amor eterno
Diante de minhas vistas se desfez
O que era aquilo? Tudo realmente foi vivido?

O que tinha de certo em minha mente era:
Eu estava lúcido – e encarcerado - mais uma vez
E você estava de mim distante,
Na verdade nada se desfez...

Teus rastros foram levados pela aragem,
Agora os querubins que lhe fazem companhia.
E pra mim, o que resta se não somente o fardo De carregar solitariamente esta pesada bagagem?

24 de dezembro de 2011

Pensamentos Natalinos
Rogerio Miranda21:17 0 comentários




O período natalino boa parte das vezes é nostálgico, e lá estava eu me perguntando qual a razão disso. O ano passa como uma bala, pessoas vão e vem em nossas vidas, tristezas e alegrias, o nascer e o morrer dos dias e é tudo tão rápido que quando a gente vê já foi... já passou e não volta mais. Nessa época do ano a gente lembra, principalmente, daqueles que nos deixaram, aqueles que eram próximos de nós, e que mesmo quando ocupados faziam o máximo para estarem presentes e se não fosse possível, buscavam de alguma maneira  de expressar o quanto gostariam de estar perto.
De um lado temos o comércio querendo vender, do outro temos pessoas gritando que o natal já perdeu seu sentido e aí no meio de toda essa zona estamos nós, pobres homens e mulheres que nada mais querem que somente demonstrar através de gestos e objetos o carinho que sentimos pelo próximo. Há algo de errado nisso? Fica a cargo de cada um julgar, cada indivíduo é dono de si e sabe o que fazer, mas o autor que através destas palavras vos fala, acredita que não importa qual seja a forma de demonstrar o carinho, o que vale é a intenção. Não importa se são flores encontradas em um jardim perdido, se são pedras que foram encontradas no seu quintal, se são colagens de revistas e jornais, ou então se é um scarpin preto. O que importa mesmo são as pessoas e o que você tem a dizer a elas, a demonstrar.
Quem não quer demonstrar seus sentimentos ao próximo?Grande maioria deseja e o faz através de presentes, lembrancinhas, somos vítimas dessa máquina que fomenta o consumo? Nem tanto, e não acho que haja hipocrisia - não por minha parte – na comemoração, temos que saber filtrar o que está na TV (Papai Noel indo à casa de todos) e o que é realidade. Muitos de nós ainda não despertaram pra isso e talvez por esse motivo acabam se tornando piores do que aquilo contra o que sempre lutam.
Me diga, comemorar o Natal, dizer um feliz natal é tão pernicioso ao ponto de levantar uma bandeira que diz “Infeliz Natal”, ser melhor do que isso? Sim, existem pessoas no mundo que não tem nem se quer uma mesa para poder cear, e dizer um “Infeliz Natal” não irá fazer com que essas pessoas tenham. Esse tipo de demonstração de ideologia tem se mostrado o mais infantil, ineficiente e até desrespeitosa, afinal existem grupos que se organizam para tornar não somente o natal, mas outros períodos do ano, buscando tornar mais cidadãos os poucos indivíduos que conseguem atingir.
Natal não é somente papai Noel e presentes. Pensamos no que fizemos, o que passamos, com quem passamos, é uma época de reflexões, onde nossos sentimentos (pelo menos de grande parte) está mais aflorado.( Isso é negativo?)
E aí, nos pegamos pensando naquela pessoa que até ontem estava bem aqui, que no natal passado estava sentado naquele sofá, bebendo aquele suco, atacando aquele pernil, e nos perguntamos “onde será que agora ela está?”, “como ela está?”, “nossa, há um ano atrás ela estava bem aqui, quando eu imaginaria que estaríamos tão distantes?”. E pedimos aos céus por essas e por muitas outras pessoas...
Eles se foram mas deixaram aqui pessoas que amavam e acreditavam. Devemos fazer a fé de cada um desses que se foi fazer valer à pena. Que nesse natal a consciência de cada um desperte, que o amor floresça no coração de cada um, que em todos nós desperte o nosso melhor lado e que no próximo ano seja de fato o fim! Mas o fim da era do “Olho por olho, dente por dente”.
Que nesse próximo ano tenha início a era da verdade, onde os justos e verdadeiros tenham suas vozes ouvidas e que façam o uso dessas armas(a verdade, a justiça). Que independente da crença em um deus, Deus, ou ser criador, alienígena ou não, que nós possamos dar o nosso melhor, somarmos nossas forças e tornamos o mundo um lugar melhor pra se viver.
Um Feliz natal a todos. Força Sempre!

27 de novembro de 2011

Capítulo III
Rogerio Miranda04:27 2 comentários

Olá caros e caras leitores e leitoras,
Venho encerrar aqui uma história, um ciclo de vida. Esta trilogia deveria ser mais que uma trilogia, entretanto o autor, que aqui vos fala, percebeu que não havia necessidade de tal atitude, e caso fosse feito o resultado não seria muito agradável. Escrever a segunda parte foi tarefa desgastante, e não muito prazerosa, contudo esta parte (a última), mostrou-se mais prazerosa, talvez pelo desfecho...
Agradeço aqueles que vem acompanhando, dando dicas, força, criticando ou elogiando. Saibam vocês que suas palavras funcionam como combustível para as minhas.

Espero que gostem. Boa Leitura e Força Sempre!



Capítulo III

Eu abri os meus olhos
E de repente nós dois aqui, deitados na mesma cama
Enlaçando nossos problemas, unindo indagações
E mesmo assim o paraíso parecia sólido.
Tão sólido quanto o memorável encontro dos nossos lábios

Minhas peças passaram a configurar uma nova organização,
já não havia de ser o mesmo, mas só você não percebeu.
Lhe apontei - o que para mim pareceu – aves dançando
sob a luz do sol, acima dos homens, com aval de Deus...
Duas aves contemplando a vida, rompendo o véu das coisas humanas
Só eles, Deus e todo o Céu...

Eu a lhe dizer o que via
E você nada compreendia o que eu dizia...

Nosso paraíso construído nas bases dos meus sonhos e esperanças,
Sim, segui a vida feito criança (errei por isso?)
Acreditando sempre, tentando fazer da vida uma espécie de quintal.
Tentei tornar nossas vidas um conto de um nobre livro, poesia...
Mas quem sabe seja digna só de uma tira de um chinfrim jornal.

 - Miguel! Não vês? por que não deseja crer naquilo que lhe digo? Todos sabem
E você finge não ver
tornastes o pior dos doentes,
Pior dos cegos.
Aonde deseja a vida levar?
 - Deixe estar, você que diz que estou a me enganar
comete sério erro!
Esta é minha vida, sei o que é. O que vejo é mais do que parece,
Mais do que um sonho, mais do que um desejo!
Tenho noção de teus bons anseios por mim, mas não preocupa-te
Meu bem estar está muito além,
estou bem do jeito que vivo.

Acho que o que fiz foi mentir...
fingir...

Não!
Os céus são testemunhas de que lutei,
Talvez de forma ineficiente, mas o “destino” quis assim escrever.

“Quem são estes estranhos deitados em nosso ninho?”
Indaguei a ti em determinada ocasião. E o que me foi respondido?

 - Estes somos nós. Somos eu e você.
Você sempre a sonhar, imaginar, maquiar, tentar criar um mundo novo.
Este é pequeno e mesquinho de mais para você.
Seus sonhos são maiores que o mundo, maiores do que tudo que sonhei,
Tudo que posso lhe dizer é que lutei. Você bem sabe, você bem viu...
O que ainda posso te fazer?

Sempre esteve em mim, tive ciência da situação desde o princípio
E o momento já era esperado, mas ainda assim...

E o meu espírito a martelar meu peito:
 - O que fiz de nós? Em que ser transformei você?

Aquela ave no céu que contemplávamos, agora se faz solitária

E pela estrada segui.
Nossas mãos já não estão mais dadas,
O que trago é só o carinho que colhi em nossas caminhadas
                - De tudo que foi, o que restou foi o carinho
O firmamento cravou um sorriso em minha face,
Senti-me perto dos céus, mesmo estando ainda tocando o chão.
Sem mentir, sem dor...
Viver é uma lição, e aprende aquele que não se atem ao passado,
Tenta avaliar os fatos, corrigir, aprender e não repetir os erros.
Aquele que desconsidera o presente e visa o futuro, muito ainda tem a aprender.
O presente sim é dádiva dos céus,
vejo-o como uma flor que Deus jardinou
E em minhas mãos - confiando a mim a escolha - colocou, por fim.

Meus passos...
e veja aonde cheguei!
Ainda existem razões para gargalhadas,
Entre tropeções e esbarros eu aprendi.

Rogerio Miranda - O Caminhante Solitário

8 de novembro de 2011

II
Rogerio Miranda01:32 2 comentários

Olá caros leitores,
Venho agradecer a todos pelas visitas, comentários, divulgações, entre outros. Vocês não tem ideia do sentimento que me trouxeram. Trago aqui mais uma parte de uma história de amor nada original. Espero que gostem. Abaixo do texto há uma versão orquestrada da música Sentimental, escutem a canção enquanto a leitura é realizada. Críticas, sugestões, mágoas que desejam declarar, peço que façam na parte de comentários  - logo abaixo da postagem. Grato pela atenção
                               O Caminhante Solitário

                                      II


Lhe observei...
Lhe endeusei...
Os quadros que passei produzir
Estavam repletos de silhuetas, perfis, retratos, recortes...
Criações feitas a partir do que tinha, em mente, de ti.
“O que há de errado comigo senhor dos céus?”
                    Resolvi Partir...

Andei por estradas
que outros afirmaram dar no vago, profundo e único: nada.
Estes descrentes me causaram o riso,
E com o correr das luas e o morrer dos sóis
Da minha mente, o grunhir destes pobres desertou.
Entretanto tua imagem ainda figurava em minha mente
“Estou louco, desvairado, só pode ser...
Deus, criador dos céus, da Terra e de todas as criaturas
Fazei-me recobrar o juízo!”

Gritei, praguejei aos céus pela peleja
que haveria de enfrentar.
E tudo que os céus respondiam era
“Por que gastas essa força vã? Assim (eu) quis, assim será!”

O temor, o medo de viver... ah ah
A sombra que envenenou cada momento do meu respirar
E sempre foi...
E sempre será!

Minha consciência e meu coração imploram,
Ambos declaram que devo lutar

“Estamos loucos,
Preciso de tempo, preciso pensar...”