8 de novembro de 2011

II
Rogerio Miranda01:32 2 comentários

Olá caros leitores,
Venho agradecer a todos pelas visitas, comentários, divulgações, entre outros. Vocês não tem ideia do sentimento que me trouxeram. Trago aqui mais uma parte de uma história de amor nada original. Espero que gostem. Abaixo do texto há uma versão orquestrada da música Sentimental, escutem a canção enquanto a leitura é realizada. Críticas, sugestões, mágoas que desejam declarar, peço que façam na parte de comentários  - logo abaixo da postagem. Grato pela atenção
                               O Caminhante Solitário

                                      II


Lhe observei...
Lhe endeusei...
Os quadros que passei produzir
Estavam repletos de silhuetas, perfis, retratos, recortes...
Criações feitas a partir do que tinha, em mente, de ti.
“O que há de errado comigo senhor dos céus?”
                    Resolvi Partir...

Andei por estradas
que outros afirmaram dar no vago, profundo e único: nada.
Estes descrentes me causaram o riso,
E com o correr das luas e o morrer dos sóis
Da minha mente, o grunhir destes pobres desertou.
Entretanto tua imagem ainda figurava em minha mente
“Estou louco, desvairado, só pode ser...
Deus, criador dos céus, da Terra e de todas as criaturas
Fazei-me recobrar o juízo!”

Gritei, praguejei aos céus pela peleja
que haveria de enfrentar.
E tudo que os céus respondiam era
“Por que gastas essa força vã? Assim (eu) quis, assim será!”

O temor, o medo de viver... ah ah
A sombra que envenenou cada momento do meu respirar
E sempre foi...
E sempre será!

Minha consciência e meu coração imploram,
Ambos declaram que devo lutar

“Estamos loucos,
Preciso de tempo, preciso pensar...”





20 de outubro de 2011

Capítulo: I
Rogerio Miranda02:07 5 comentários

Olá caros leitores,
Já faz um tempinho que não posto e estou aqui para anunciar uma grande empreitada. A história de Miguel Gonçalvez d'Andrade e Lana Pereira de Moura. Obviamente nomes fictícios, mas de histórias nem tanto. Eles são produto de experiências colhidas, vividas ou não. Espero que gostem. Mais uma coisa, peço que tenham paciência e sejam compreensíveis, pois não terminei de escrever e nem tenho ideia de quando o farei, posso entrar em mais uma crise de criatividade e simplesmente travar. Grato por sua atenção!


Capítulo:  I





A decisão já havia sido tomada há tempos,
Mas este não é o ponto.
Já se correu muita água, e percebi – estou atento –
Aquele que deseja ser o melhor arqueiro
Contigo deve tomar nota,
Pois, veja bem
Decisão, precisão e confiança
Dessas, percebe-se o teu domínio;
Esta é tua arte - o saber empunhar as tuas armas.
E diante dos fatos rezo para ser um cavaleiro de sua altura,
Algo próximo a digno...

Te recordas das colinas?
Lembro-me que era uma bela manhã de sol,
Eu estava a escalar,
Enquanto tu estavas a declinar...
Mas descer não descreve o real e sublime ato teu.
Enfim...
Da tua boca saiu algo, uma espécie de canto
algo próximo da beleza de uma lira e da pureza do canto do rouxinol,
E o que fazer quando se houve os sons do céu?
Tenho me feito até hoje este questionamento,
Simplesmente contemplei,
Fiz como criança ao ver o desconhecido,
Somente lhe observei sem entender o que se passava no meu mundo,
que sempre me foi um deserto.
Desde então nunca esqueci aquele caminho das colinas
Onde descobri a criatura que iluminou meu destino incerto.

9 de setembro de 2011

O Trem - Poema
Rogerio Miranda00:04 3 comentários

O sol se pôs como de costume,
Mas dessa vez havia algo estranho no ar,
Algo que deixa um gosto amargo,
uma espécie de azedume.
O teu nome
em meus ouvidos continuava a badalar,
Mas eu já sabia que teu mundo era o das estrelas
Pois, tua grandeza já não mais cabia por cá.

Triste é o adeus,
Triste é o adeus que não se quer dar.

O escuro de repente tudo tomou,
Apagando minhas memórias,
Tentando arrancar cada grãozinho de alegria,
E quando menos se esperava
- um atendimento às minhas preces - você retornou.
“Mas o que é toda essa luz que de ti irradia?”

E você olhou e sorriu pra mim...
                         
                        ...
                    
Interpretei como algo do tipo
“estou bem,
E por favor, não chores mais...”

Teu semblante me iluminou,
E libertou do pesar que me fazia definhar.
Tuas mãos quentes e macias,
Teu doce cheirinho de bebê com sutilezas de anjo,
Meu anjinho
Agora entre os anjos está a caminhar.

5 de junho de 2011

Versos para esfinges
Rogerio Miranda03:30 0 comentários

Do céu
As gotas caem
E formam poças de lágrimas.
Em meu peito abriu-se uma nova chaga

O véu
Da pureza se foi
E quando olho para os lados
Enxergo simplesmente o nada

Para onde devo caminhar?

Preparo-me, então, para minha dolorosa
Despedida com o ontem,

Mas não há por que desesperar.
Pois é, o relógio está nesse momento a me martelar
Já que enfim é chegada à hora.
Bom, todos temos de um dia criar asas
E sem pestanejar, e sem se amedrontar um dia voar

Agora que o véu se foi
Enxergo todos no retrovisor
Meu amigo, meu colega, meu irmão.
Todos estão em meu retrovisor
Triste é, eu sei.
Sim, sei também o que disse
Vejo que tinha razão
Agora vejo que todos se vão.

23 de maio de 2011

O Caminhante Solitário I
Rogerio Miranda01:02 3 comentários


Acho o local apropriado, aqui estou eu.
Observo calmamente eles se olharem, se matarem,
Se odiarem e até mesmo os vejo acreditarem no amor.
O que há disso, daquilo, o que há de dor
Há e só há dor

 Amor
Dor


Meras palavras?
Meros sentimentos?

Sinceramente, acredito que realmente só descobrirei
Quando por fim, eu enfim tiver de deixar o viver
Encontrar a luz que surge no túnel e então encontrar o morrer.

O Caminhante Solitário, assim estou eu.
Por pouco tempo (?), por mundo todo (?).

Todos o observam,
Aproximam-se, mas não o entendem.
O Caminhante talvez tenha vindo para ser o Caminhante,
E talvez não tenha percebido que sua função é ser apenas o Caminhante
Aquele que apenas vem para vir,
Amor, ódio, compreensão
Nada disso há, dele, diante
Nada disso há dele ser

Ilusões mostram-se sentimentos,
Ilusões a ele mostram-se frustrações.

Agora irei correr à procura da canção do vento,
E a talvez assim eu esqueça que sou o Caminhante nessa Estação.